[Avaliação] Jeep Renegade Limited 1.8 2021: o líder do segmento é uma boa compra?


Avaliamos durante uma semana a versão topo com motorização flex do SUV mais vendido do Brasil, confira todos os detalhes.

Lançado em 2015 no Brasil, o Jeep Renegade foi o responsável maior pela popularização da marca norte-americana no país, posteriormente ganhando mais representatividade ainda com o médio Compass. Galgando excelentes posições no disputado segmento de SUVs, nada mais é que o atual líder de vendas entre os concorrentes.

Porém, apesar de muito sucesso, o modelo é alvo de muitos memes e críticas em razão do desempenho parco e consumo um tanto quanto elevado, além de algumas situações de mau uso das versões 4×2 por alguns que têm a crença de que todos os Jeep são para uso off-road. No entanto, o Renegade possui sim atributos, como todo veículo também possui, atendendo diversos públicos com competência.

Para os próximos meses teremos a tão aguardada motorização turbo (mais detalhes a seguir), além de mudanças estéticas e de conteúdo que deixarão o modelo com mais vigor para seguir competitivo. Confira agora todos os detalhes da avaliação do Jeep Renegade Limited 1.8 2021.

Design

O Jeep Renegade conta com um design bastante marcante e característico, ressaltado pela grade “sete fendas”, tradicional dos modelos da marca e que remete aos seus primórdios. Além disso, na versão Limited que foi testada marcam presença faróis redondos com projetor e circundados por DRL, ambos em LED. 

A versão também confere detalhes únicos que deixam o SUV bastante charmoso, por exemplo, emblemas escurecidos e teto na cor preta, bem como rodas de 19 polegadas na cor grafite que dependendo da cor externa podem ser na cor prata. O teto solar panorâmico, de série no Limited, também é um show à parte.

Sua traseira é também bastante marcante, sobretudo nas lanternas que são parcialmente em LED e que internamente possuem um elemento interno em X também remetendo ao passado da marca.

Tecnologia

O Jeep Renegade Limited conta com a central multimídia UConnect com tela de 8,4 polegadas, mesma utilizada desde 2018 com o facelift do modelo. Possui boa funcionalidade, apesar de dar alguns leves momentos de travamento entre um toque e outro. Bem completa, possui Android Auto e Apple CarPlay com fio, bússola, ajustes sonoros, comandos de ar-condicionado, além de mostrar imagem da câmera de ré que possui boa visualização.

A unidade em específico não contava com o Adventure Intelligence, sistema opcional que deixa o Renegade ainda mais conectado com Wi-Fi nativo, possibilidade de comandar funções através do smartphone e smartwatch, Alexa, entre outras funcionalidades que compõem a lista de série do Compass e do Commander. A tendência para a linha 2022 é a modernização do sistema multimídia.

Faróis em LED com acendimento automático tornam a experiência de guiar o veículo a noite bem mais agradável, iluminando de forma bastante condizente. Ademais, o Renegade conta com sensor de chuva freio de estacionamento eletrônico e retrovisor fotocrômico que também cumpre bem seu papel.

Acabamento e conforto

Aqui está um dos pontos de destaque do Jeep Renegade que em todas as versões traz painel emborrachado e sem rebarbas, além de contribuir para o silêncio a bordo. As portas mesclam plástico rígido e couro, mas também são muito bem montadas e proporcionam uma sensação de solidez construtiva.

O ponto negativo fica para a rede que fica cobrindo o teto solar, podendo ela ser de um material que retenha mais o calor e a claridade dentro do veículo quando fechada, prejudicando até um pouco a atuação do ar-condicionado em dias quentes. No mais, trata-se de um carro bastante confortável e seguro em curvas, trazendo suspensão bastante acertada tanto em ciclo urbano quanto rodoviário.

Adendo para as rodas de 19 polegadas com pneus 235/45 que em pavimentos ruins podem ajudar de forma negativa na passagem de imperfeições do solo para a cabine, mas nada que ocorra de forma brusca. Ocupantes traseiros com estatura um pouco maior podem esbarrar as pernas no banco dianteiro.

Porta-malas

Com 320 litros de capacidade, o SUV da marca norte-americana possui litragem um pouco pequena em relação a média do segmento, ficando um pouco prejudicada para atender pessoas cadeirantes e (ou) que demandam mais espaço para bagagens. Porém, se você vai andar com no máximo mais uma pessoa no carro ou até mesmo incluindo uma criança, pode atender no cotidiano.

Segurança

O Jeep Renegade Limited conta de série com seis airbags (frontais, laterais e de cortina), freios ABS, controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, ISOFIX e Top Tether, além de freio a disco nas quatro rodas, aperfeiçoando o nível de segurança.

Veja Também

⇒ [Avaliação] Jeep Compass S: assistentes de condução semiautônoma auxiliam a PcD

⇒ Avaliação: Renault Captur Iconic 1.3 TCe – coração novo, vigor lá em cima

⇒ Avaliação: Volkswagen T-Cross Sense 200 TSI 2021

Ao volante

Com volante regulável em altura e profundidade, além de banco do motorista com ajuste de altura, o Jeep Renegade é um carro fácil de achar uma boa posição de dirigir e agrada tanto por ser um SUV e consequentemente ter uma posição mais elevada, como também ao mesmo tempo não ter posição tão alta como por exemplo o Renault Captur avaliado outrora pelo M.D.A.

Vale reforçar novamente a questão do conforto abordada anteriormente, contribuindo também para um carro “na mão” e que tem o volante em couro de boa empunhadura como um contribuinte. É um carro relativamente agradável de se dirigir, apesar de desempenho comedido, como falaremos a seguir.

Desempenho

Equipado com o motor 1.8 E.torq EVO de 139 cavalos no etanol e 135 na gasolina com torque de 19,3 kgfm e 18,8 kgfm em ambos os combustíveis, respectivamente, o Renegade tem aqui um dos maiores pontos de crítica do público. Pesando 1527 kg, o modelo tem relação peso x potência de 11 kg/cv, ou seja, números que não favorecem um bom desempenho.

No entanto, nada que seja realmente sofrível, andando basicamente em pé de equivalência com os seus concorrentes de motor 1.6 aspirado. O modo Sport que deixa as trocas de marcha do câmbio de seis marchas mais curtas em faixa de rotação maior faz relativa diferença, sobretudo em saídas de semáforo e retomadas nas rodovias, mas ainda assim é possível sentir um pouco de letargia do motor em puxar o peso do carro.

Para a alegria de muitos, já rodam em testes unidades do SUV com a nova motorização turbo T270 presente no Compass, ficando ainda em aberto a possibilidade de ter versões com o motor 1.0 turbo a ser estreado no Fiat Pulse. Independente de qual deve ser adotada, o Renegade certamente terá mais disposição e menores médias de consumo, nosso próximo tópico abordado.

Consumo

A unidade avaliada estava abastecida na gasolina comum, apresentando média urbana variando entre 8 e 8,5 km/l, dependendo de ocasião e trânsito. Sempre com o Start&Stop acionado, recurso responsável por desligar o motor em pequenas paradas e religar assim que tirado o pé do freio, mas que apresenta o incômodo de sempre que acionado desligar o ar.

Já a média rodoviária foi de aproximadamente 11 km/l com ar-condicionado ligado com a função Sport ativada. Porém, ao desativar o recurso, obtive médias de 11,5 km/l.

Preços e conclusão

O Jeep Renegade nessa versão tem preço público sugerido a partir de R$ 132.490, não tendo pacotes opcionais. Na unidade testada com cor metálica Deep Brown e teto preto, o preço sugerido é de R$ 134.090, semelhante com a precificação de alguns concorrentes em versões similares. Para PcD, em setembro, há isenção de IPI e bônus de para o público, reduzindo o preço para R$ 107.424 na cor Verde Recon. Preços não valem para São Paulo e Paraíba em virtude de ICMS maior nesses estados.

Ficou claro durante esse teste de sete dias que o Jeep Renegade é um carro melhor do que o falado por muitos em redes sociais que, por conta de motorização e consumo, estigmatizam as outras qualidades que ele possui. Se tivesse que dar uma nota? Acredito que 8 ficaria justo, pois apesar de todos os atributos já citados acima, realmente falta um fôlego maior que só o motor turboalimentado deve proporcionar, juntamente com melhores médias de consumo.

Além disso, o porta-malas com pouca capacidade é sim um ponto que merecia correção, mas que deve ficar somente para a próxima geração que ainda não tem prazo. Vale destacarmos que em 2015, quando lançado, eram apenas 260 litros.

Vídeo: Avaliação Jeep Renegade Limited 1.8 2021

Fotos: Jeep Renegade Limited 1.8 2021

Siga o MDA nas redes sociais: